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09.02.2019 - 15H16
A Cólera - Enviado por Francisco Augusto - Murici

 A Cólera - Enviado por Francisco Augusto - Murici

... Segundo a ideia falsíssima de que lhe não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados.

É assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a encolerizar-se, quase sempre se desculpa com o seu temperamento.

Em vez de se confessar culpado, lança a culpa ao seu organismo, acusando a Deus, dessa forma, de suas próprias faltas.

É ainda uma consequência do orgulho que se encontra de permeio a todas as suas imperfeições.

Indubitavelmente, temperamentos há que se prestam mais que outros a atos violentos, como há músculos mais flexíveis que se prestam melhor aos atos de força.

Não acrediteis, porém, que aí resida a causa primordial da cólera e persuadi-vos de que um Espírito pacífico, ainda que num corpo enérgico, será sempre pacífico, e que um Espírito violento, mesmo num corpo sem energia, não será brando; somente a violência tomará outro caráter.

Não dispondo de um organismo próprio a lhe secundar a violência, a cólera tornar-se-á concentrada, enquanto no outro caso será expansiva.

O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que

não dá os outros vícios.

Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.

A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?

O homem deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nisso não pode atuar; mas pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme.

Não vos mostra a experiência, (...), até onde é capaz de ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam sob as vossas vistas?

Compenetrai-vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode.

De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso.

Hahnemann

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capitulo IX.

(Bem aventurados os que são brandos e pacíficos)