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19.11.2017 - 14H29
No campo do Verbo - Enviado por Francisco Augusto - Murici

No campo do Verbo - Enviado por Francisco Augusto - Murici

 

“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” — PAULO (Tito, 2.1)

 Na atividade verbal, emprega o homem grande parte da vida.

 E, com a palavra, habitualmente se articulam os bens e os males que lhe marcam a rota.

  É de se lamentar, entretanto, o desperdício de força nesse sentido.

 Quase sempre, calculada a conversação de toda uma existência, o balanço acusa diminuta parcela de proveito, com largo coeficiente de prejuízo e inutilidade.

 Muitas vezes, ninguém evidencia agradecimento pela riqueza de um dia claro; todavia basta a passagem de uma nuvem com leve garoa a cair, para que muita gente destile exclamações ácidas, em longas tiradas inconsequentes.

 Muitos dormem tranquilos quando se trate de ouvir ensinamentos edificantes, declarando-se enfermos da memória, mas revelam admirável controle de si mesmos, quando o noticiário anuncia calamidades, gastando vastas horas de comentário eloquente.

 Enfraquece a atenção quando é preciso aprender o bem, contudo, o olhar flameja interesse quando o mal surge à vista.

 O mundo em si é sempre um parlatório de proporções gigantescas onde as almas se encontram para falar combinando fazer… Raras, no entanto, conversam para ajudar…

 Desborda-se a maioria no espinheiral da reprovação, no tormento da inveja, na fogueira da crítica ou no labirinto da queixa.

 Para nós outros, no entanto, o Evangelho é seguro na advertência. “Tu, porém — diz-nos o apóstolo —, fala o que convém à sã doutrina.”

 Não esqueças, assim, que de sentimento a sentimento chegamos à ideia. De ideia em ideia, alcançamos a palavra. De frase a frase, atingimos a ação. E de ato em ato, acendemos a luz ou estendemos a treva dentro de nós.

 

EMMANUEL

 

Do Livro : Palavras da Vida Eterna (extrato do tema)