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27.01.2018 - 16H46
No ato de pedir - Enviado por Francisco Augusto - Murici

No ato de pedir - Enviado por Francisco Augusto - Murici

Em formulando pedidos ao Céu, não esqueças que a oração, como súplica, tanto quanto ocorre a edificações simples da experiência humana, pode ser dividida em três processos essenciais: desejo, esforço e realização.

O desejo é a aspiração ardente.

O esforço é o trabalho; e

A realização é a resposta da vida.

O arquiteto concebe um edifício, mas se não mobiliza os recursos precisos à construção, não logra concretizar o projeto.

O oleiro idealiza o vaso nobre, entretanto, se foge ao contato com o barro obscuro que lhe propiciará a obra prima, em vão tê-la-á estruturado na visão mental.

O lavrador sonha com a messe rica e farta, contudo, se abandona a enxada à ferrugem, quando a gleba lhe solicita suor na sementeira, inutilmente esperará pela colheita que se lhe desvanecerá no espírito por ilusão distanciada e inútil...

Não te limites ao ato de suplicar...

Felicidade e esperança, alegria e amor, cooperação e simpatia, são talentos substanciais que nos reclamam sacrifício para frutificar no campo da vida.

Indispensável plantar o bem nos mínimos atos de cada dia, nas mais insignificantes situações e entre os mais ínfimos seres, se nos propomos colher o bem, na forma de saúde e bom ânimo, ventura e segurança, contentamento e fé viva.

Recorda que o próprio Cristo, em desejando a redenção da Humanidade, não se limitou ao êxtase das preces inoperantes no Céu.

Oferecendo-se em nosso auxílio, veio até nós e sofreu a extrema renúncia, para legar-nos os tesouros eternos da vida.

Na oração em que te diriges à Providência Divina implorando algo, não te esqueças de que algo deves fazer para que algo obtenhas.

Sobretudo, ajuda indistintamente, porque o serviço ao próximo é a oração mais completa a garantir-nos o crédito necessário aos sentimentos e raciocínios, às ideias e às palavras, que, alicerçados no bem puro e simples, se convertem, com a bênção de Deus, para nós e para os outros em sublime realidade, hoje e amanhã.

Emmanuel

Do livro "Instrumentos do Tempo", psicografia de Francisco Candido Xavier.