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Por A Língua - Enviado por Francisco Augusto - Murici     |     22.03.2018 - 15H38
A Língua - Enviado por Francisco Augusto - Murici

A Língua - Enviado por Francisco Augusto - Murici

“A língua também é um fogo.” – (Tiago, 3:6.)

A displicência das criaturas justifica as amargas considerações de Tiago, em sua epístola aos companheiros.

O início de todas os desastres no Planeta localiza- se, quase sempre, no mau uso da língua.

Ela está posta, entre os membros, qual leme de embarcação poderosa, segundo lembra o grande apóstolo de Jerusalém.

Em sua potencialidade, permanecem sagrados recursos de criar, tanto quanto o leme de proporções reduzidas foi instalado para conduzir.

A língua detém a centelha divina do verbo, mas o homem, de modo geral, costuma desviá-la de sua função edificante, situando-a no pântano de cogitações subalternas e, por isto mesmo, vemo-la à frente de quase todos os desvarios da humanidade sofredora, cristalizada em propósitos mesquinhos, na falta de humildade e amor.

Nasce a guerra da linguagem dos interesses criminosos, insatisfeitos.

As grandes tragédias sociais se originam, em muitas ocasiões, da conversação dos sentimentos inferiores.

Poucas vezes a língua do homem há consolado e edificado os seus irmãos; reconheçamos, porém, que a sua disposição é sempre ativa para excitar, disputar, deprimir, enxovalhar, acusar e ferir desapiedadamente.

O discípulo sincero encontra nos apontamentos de Tiago uma tese brilhante para todas as suas experiências.

E, quando chegue a noite de cada dia, é justo interrogue a si mesmo: – “Terei hoje utilizado a minha língua, com o Jesus utilizou a dele?”

Emmanuel

Do Liv. Pão Nosso, cap. 170, Médium Chico Xavier.