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03.04.2018 - 10H32
O argueiro e a trave no olho Enviado por Francisco Augusto - Murici

O argueiro e a trave no olho Enviado por Francisco Augusto - Murici

“Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: — Deixa-me tirar um argueiro do teu olho —, vós que tendes no vosso uma trave? Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão”.  (Mateus, 7:3 a 5.)

Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós.

Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu se visse alguém fazer o que faço?

Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais quanto físicos.

Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente.

Caridade orgulhosa é um contrassenso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro.

Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o ofuscaria, em vez do mal que o exaltaria?

Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes.

Ele se encontra na base e como o que move quase todas as ações humanas.

Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X.

(Bem-aventurados os que são misericordiosos).