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Por G1     |     04.09.2017 - 14H19
EUA pedem na ONU 'as medidas mais duras possíveis' contra Coreia do Norte

 

EUA pedem na ONU 'as medidas mais duras possíveis' contra Coreia do Norte

Em reunião de emergência do Conselho de Segurança, embaixadora americana na ONU disse que líder norte-coreano, Kim Jong Un, está 'pedindo por guerra'.

G1

Os Estados Unidos pediram ao Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira (4), que imponha "as medidas mais duras possíveis" contra a Coreia do Norte, em resposta a seu sexto e mais potente teste nuclear ocorrido no domingo (3).

"Apenas as sanções mais duras vão nos possibilitar resolver esse problema pela diplomacia", alegou a embaixadora dos EUA na organização, Nikki Haley, em uma reunião de emergência do órgão, segundo a France Presse.

Haley disse que a abordagem de sanções graduais do conselho de 15 membros contra a Coreia do Norte desde 2006 não funcionou e disse que o líder norte-coreano, Kim Jong Un, está "pedindo por guerra", de acordo com a Reuters.

Embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, pediu nesta segunda-feira (4) medidas mais fortes possíveis contra a Coreia do Norte  (Foto: Joe Penney/ Reuters) Embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, pediu nesta segunda-feira (4) medidas mais fortes possíveis contra a Coreia do Norte  (Foto: Joe Penney/ Reuters)

Embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, pediu nesta segunda-feira (4) medidas mais fortes possíveis contra a Coreia do Norte (Foto: Joe Penney/ Reuters)

"Apesar de nossos esforços, o programa nuclear da Coreia do Norte está mais avançado e mais perigoso do que nunca", disse Haley ao conselho.

"Uma guerra não é nunca algo que os Estados Unidos querem. Nós não queremos agora. Mas, a paciência do nosso país não é ilimitada", acrescentou.

De acordo com informações da Reuters, os EUA pedem que uma nova resolução sobre a Coreia do Norte seja votada no começo da próxima semana.

"Essa crise vai além da ONU", disse Haley, que indicou que os EUA considerarão os países que façam negócios com a Coreia do Norte como órgãos que "prestam ajuda às temerárias e perigosas intenções nucleares de Pyongyang".

TV estatal da Coreia do Norte divulgou imagens do líder Kim Jong-un assinando autorização para a realização do teste nuclear (Foto: Reprodução/BBC) TV estatal da Coreia do Norte divulgou imagens do líder Kim Jong-un assinando autorização para a realização do teste nuclear (Foto: Reprodução/BBC)

TV estatal da Coreia do Norte divulgou imagens do líder Kim Jong-un assinando autorização para a realização do teste nuclear (Foto: Reprodução/BBC)

Rússia

Em conversas com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou o teste, afirmou o Kremelin em um comunicado.

O líder russo insiste que a situação deve ser resolvida com conversas e diplomacia, mesmo discurso feito pelo embaixador russo na ONU Vassily Nebenzia.

"Um acordo abrangente para as questões nucleares e outros aspectos que afligem a península coreana pode ser alcançado unicamente através de canais diplomáticos e políticos".

Bomba H

O governo da Coreia do Norte anunciou na madrugada deste domingo (3) que realizou um teste 'bem-sucedido' com uma bomba de hidrogênio que pode ser carregada no novo míssil balístico intercontinental do país. O teste nuclear provocou um tremor de magnitude 6,3 no território norte-coreano.

Estados Unidos, China, Rússia, Japão, Coreia do Sul, França, Otan e União Europeia condenaram o teste. Eles repudiaram a nova violação das múltiplas resoluções da ONU e exigiram o fim dos programas nuclear e balístico da Coreia do Norte.

Com o teste de domingo, o presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, considerou que a Coreia do Norte se tornou uma "ameaça global".

Nesta segunda, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou que a vizinha Coreia Norte prepara um novo lançamento de míssil.

O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Song Young-Moo, afirmou nesta segunda acreditar que a Coreia do Norte miniaturizou com sucesso uma arma nuclear, ao tamanho de uma ogiva. "Acreditamos que entra em um míssil balístico intercontinental", afirmou Song Young-Moo aos deputados no Parlamento, segundo a France Presse.